domingo, 11 de janeiro de 2026
PRIVAÇÃO SENSORIAL SOCIAL
Privação sensorial social é a
falta de estímulos sociais e afetivos essenciais para o desenvolvimento, diferente da privação sensorial física (como falta de visão), embora ambas se relacionem com o desenvolvimento cerebral e comportamental, podendo causar problemas como déficits de interação, linguagem, alucinações e até quadros que se assemelham ao autismo, especialmente na primeira infância, exigindo ambientes acolhedores para a recuperação.
O que é?
Privação Sensorial: Redução ou remoção de estímulos de um ou mais sentidos (visão, audição, tato, etc.).
Privação Social (ou Deprivação Social): Exclusão de grupos sociais, resultando em falta de apoio e recursos, impactando a saúde e bem-estar.
Privação Sensorial Social (Intersecção): Insuficiência de estímulos sensoriais E sociais/afetivos, crucial na infância, afetando o desenvolvimento global.
Efeitos Comuns:
Déficits de Desenvolvimento: Dificuldade em entender informações sensoriais e dominar habilidades básicas.
Problemas Comportamentais: Mal interpretados como atitude, mas ligados à dificuldade de processar estímulos.
Sintomas Psiquiátricos: Solidão, vulnerabilidade, depressão, e até alucinações (em privação física, mas o social também afeta).
Similaridades com o Autismo: Casos extremos podem gerar comportamentos como déficits de interação e linguagem, características do Transtorno do Espectro Autista (TEA).
Causas e Contextos:
Negligência Materna/Cuidadores: Falta de interação, afeto e estímulos adequados na infância.
Institucionalização: Ambientes pobres em estímulos e vínculos.
Exclusão Social: Falta de acesso a oportunidades e suporte social.
Como Lidar (em contextos de privação leve/cotidiana):
Descanso Social: Evitar pessoas que sugam energia e buscar acolhimento.
Acolhimento: Promover um ambiente seguro para lidar com excessos sensoriais ou emocionais, especialmente para crianças com TEA.
Em resumo, a privação sensorial social ressalta a importância vital do ambiente social e sensorial para o desenvolvimento saudável, e sua ausência, especialmente na infância, pode ter consequências sérias e duradouras no cérebro e comportamento human
A forma como os outros te veêm influencia a forma como você se vê.
A afirmação de que a forma como os outros nos veem influencia a forma como nos vemos
é um princípio fundamental na psicologia social, frequentemente explicado através de conceitos como o eu-espelho (looking-glass self) e a teoria da identidade social [3, 4].
Eu-Espelho (Looking-Glass Self): Desenvolvida pelo sociólogo Charles Horton Cooley, essa teoria sugere que a nossa autoimagem é construída a partir de como interpretamos as percepções que os outros têm de nós. Imaginamos como os outros nos veem, imaginamos o julgamento deles sobre essa aparência e, então, sentimos orgulho ou vergonha, moldando assim nosso autoconceito [3].
Profecia Autorrealizável: As expectativas que os outros têm sobre nós podem, inconscientemente, influenciar nosso comportamento para que se alinhe a essas expectativas, reforçando a visão original (um conceito conhecido como profecia autorrealizável ou efeito Pigmalião) [5].
Validação Social: Os seres humanos têm uma necessidade intrínseca de validação social. A forma como somos tratados e as opiniões expressas (ou implícitas) por pessoas significativas em nossas vidas — como familiares, amigos e colegas — servem como um espelho que reflete nosso valor e competência [4].
Portanto, a interação social é crucial para a formação e manutenção da nossa identidade.
LIBERDADE NARRATIVA
Liberdade narrativa refere-se à
capacidade de contar histórias sem amarras, explorando temas complexos, pontos de vista variados e estruturas não convencionais, refletindo a liberdade de pensamento e expressão do autor, e muitas vezes, a busca pela liberdade dos personagens, como visto em obras de autores como Jonathan Franzen ("Liberdade") ou reflexões sobre como narrar pode ser um ato de libertação pessoal e social.
No Contexto da Escrita e Literatura:
Exploração de Temas: A liberdade narrativa permite abordar assuntos como política, família, individualismo e crises sociais de forma profunda e sem tabus, questionando normas.
Subversão de Formas: Pode envolver a quebra de narrativas lineares, o uso de múltiplos narradores ou a experimentação com o próprio ato de contar histórias (metaficção), como em "Em liberdade", de Silviano Santiago.
Voz e Autenticidade: É a liberdade de dar voz a experiências, sejam elas do autor ou de personagens que buscam sua própria autonomia, fugindo de restrições.
Como Exercício da Liberdade Pessoal:
Narrar como Ato de Libertação: O ato de narrar pode ser um processo de libertação, onde o indivíduo (ou o personagem) se expressa plenamente, lida com traumas e encontra sentido, como sugerido por Nikos Kazantzákis.
Espelho da Realidade: Reflete a liberdade de agir e pensar sem imposições externas, sendo um tema central em obras que exploram a psique humana e os dilemas de uma geração.
Em Resumo:
Liberdade narrativa é mais do que apenas escolher palavras; é a permissão para explorar, questionar e expressar a complexidade da existência humana, seja em um livro, um artigo ou na própria vida, sendo um conceito fundamental na literatura e na filosofia
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